O tempo demonstrava raiva, estava com uma cor cinza, ameaçava chorar... E eu alí, observando, tentando entender algumas coisas que não tinham explicações.
Vivia sonhando, imaginando, vivia querendo decifrar a vida.
Parecia impossível.
E enquanto tudo acontecia, estava eu alí, parada, semelhante a uma cama, que não se move, apenas vive pelo alguém que toda noite deita sob seus colchões...
Era complexo entender quanto desânimo, mas...
- Anny, Anny!Escuto uma voz de fundo interrompendo meu raciocínio.
Era minha vó, berrando, parecendo que tinha morrido alguém.
- Oi vó! Estou indo, calma.
- Minha filha, me ajuda a arrumar essa cozinha?
- Claro, vó. Falo eu com uma voz um pouco cansada.
Já era de esperar, ela sempre me berra quando acontece algo grave na cozinha, principalmente quando a pia fica infestada de pratos, talheres, enfim, tudo que causa uma arruinação na limpeza, o que pra ela, é essencial.- Minha filha, me ajuda a arrumar essa cozinha?
- Claro, vó. Falo eu com uma voz um pouco cansada.
Minha vó tem 62 anos, é o foco da família, me cria desde que eu entendo por gente, na verdade me cria desde quando nasci.
Mas antes de mais nada...
Meu nome é Anny Zion Callibre, tenho 18 anos...
[...] Continua
Um comentário:
Interessante.. quando vem a continuação?
Jorge Martins
Postar um comentário