17 de janeiro de 2011

O veneno, o ser humano!

E ela esperava...

Em sua mente tudo estava bem; tudo fazia parte de um acontecimento real...
Sua inocência a levava contra o vento forte, contra a tempestade; sua ingenuidade a fazia enxergar o que não existia. 
E seu sorriso...
A fazia acreditar na felicidade.

Ela amava a vida; adorava conhecer pessoas, senti-las...
Vivia acreditando no que supostamente via.
E embora achasse o mundo belo,  não entendia o porque de tanta angustia em outras pessoas, todavia, ainda assim, tentava conforta-las de alguma forma.

Sua bondade e seu olhar sincero a fazia uma estrela... A mais brilhante e unica vista no céu.
Porém...
_ Por que você não olha pra mim? Por que tende me ignorar? O que te fiz?
_ Fala pra mim, por favor.
_ Não sei o que há, mas olha, eu jamais quis te magoar, 
_ Me perdoe...
_ Eu te amo.

Seu olhar triste e comovente a fazia uma pedra...
As lágrimas desciam sob seu rosto de forma sentida e desumana.

E uma respiração arrependida virava diante dela...
Com algumas palavras:
- Eu nunca gostei de você
A fazia perder todo brilho que já havia...
- Você me faz bem, mas eu não te amo.
Sua vontade de viver tinha caído bruscamente naquele momento.
- Eu estou com outra... Há tempos...
_ Chega!
Seu olhar de ódio a deixava irreconhecível.
- Me desculpe.
_ Vai embora.

A porta vai fechando silenciosamente...
Ela chorava...
Chorava como uma criança abandonada.
E de repente...
Seu choro... A fazia acreditar na tristeza inacabável ...
Ela odiava a vida, odiava conhecer pessoas... Senti-las.
Acreditava no que realmente via...
Achava o mundo repugnante, e entendia o porque de tanta angustia em outras pessoas...

Sua inocência a fez madura.
Sua ingenuidade a trouxe frieza...
E em suas palavras:

Viver é saber que em qualquer momento podemos cair.
Amar é saber que a qualquer momento podemos odiar.
Ser humano é o pior dos venenos...

E concluiu:

O verdadeiro sinônimo de egoísmo... 

É ser humano!

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